- você ainda vai descobrir que o ali em frente e heróis não existem, mas que pode voar e fazer do mundo o seu quintal... e que, para ser, é preciso gritar...
16 setembro 2006
Sabe, gente
É tanta coisa pra gente saber
O que cantar, como andar, onde ir
O que dizer, o que calar, a quem querer
Sabe, gente
É tanta coisa que eu fico sem jeito
Sou eu sozinha e esse nó no peito
Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder
Sabe, gente
Eu sei que no fundo o problema é só da gente
É só do coração dizer não quando a mente
Tenta nos levar pra casa do sofrer
E quando escutar um samba-canção
Assim como
Eu Preciso Aprender a Ser Só
Reagir e ouvir
O coração responder
Eu preciso aprender a só ser
Preciso aprender a só ser (Gilberto Gil)
É tanta coisa pra gente saber
O que cantar, como andar, onde ir
O que dizer, o que calar, a quem querer
Sabe, gente
É tanta coisa que eu fico sem jeito
Sou eu sozinha e esse nó no peito
Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder
Sabe, gente
Eu sei que no fundo o problema é só da gente
É só do coração dizer não quando a mente
Tenta nos levar pra casa do sofrer
E quando escutar um samba-canção
Assim como
Eu Preciso Aprender a Ser Só
Reagir e ouvir
O coração responder
Eu preciso aprender a só ser
Preciso aprender a só ser (Gilberto Gil)
14 setembro 2006
TÁ TUDO ACESO EM MIM
TÁ TUDO ASSIM TÃO CLARO
TÁ TUDO BRILHANDO EM MIM
TUDO LIGADO
COMO SE EU FOSSE UM MORRO ILUMINADO
POR UM ÂMBAR ELÉTRICO
QUE VAZASSE NOS PRÉDIOS
E BANHASSE A LAGOA ATÉ SÃO CONRADO
E GANHASSE AS CANOAS
AQUI DO OUTRO LADO
TUDO PLUGADO
TUDO ME ARDENDO
TÁ TUDO ASSIM QUEIMANDO EM MIM
COMO SALVA DE FOGOS
DESDE QUE SIM EU VIM
MORAR NOS SEUS OLHOS
Âmbar, Adriana Calcanhoto
TÁ TUDO ASSIM TÃO CLARO
TÁ TUDO BRILHANDO EM MIM
TUDO LIGADO
COMO SE EU FOSSE UM MORRO ILUMINADO
POR UM ÂMBAR ELÉTRICO
QUE VAZASSE NOS PRÉDIOS
E BANHASSE A LAGOA ATÉ SÃO CONRADO
E GANHASSE AS CANOAS
AQUI DO OUTRO LADO
TUDO PLUGADO
TUDO ME ARDENDO
TÁ TUDO ASSIM QUEIMANDO EM MIM
COMO SALVA DE FOGOS
DESDE QUE SIM EU VIM
MORAR NOS SEUS OLHOS
Âmbar, Adriana Calcanhoto
12 setembro 2006
05 setembro 2006
Sobre o entre/ A ponte
Entre o ser e o não-ser
está o que É
Entre o que foi e o que será
está o Presente
Entre duas notas musicais,
o silêncio fazendo a música
Os passos fazem um caminho
passando pelo o que não foi passo
Um encontro é o espaço
que não mais quer ser
espaço, ex-paço
O encontro é a distância
entre (algumas) ilusões
_ ... _
'Como é que faz pra lavar a roupa?
Vai na fonte, vai na fonte
Como é que faz pra raiar o dia?
No horizonte, no horizonte
Este lugar é uma maravilha
Mas como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte
A ponte não é de concreto, não é de ferro
Não é de cimento
A ponte é até onde vai o meu pensamento
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar
Caminhar sobre as águas desse momento
A ponte nem tem que sair do lugar
Aponte pra onde quiser
A ponte é o abraço do braço do mar
Com a mão da maré
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar
Caminhar sobre as águas desse momento
Nagô, nagô, na Golden Gate
Entreguei-te
Meu peito jorrando meu leite
Mas no retrato-postal fiz um bilhete
No primeiro avião mandei-te
Coração dilacerado
De lá pra cá sem pernoite
De passaporte rasgado
Sem ter nada que me ajeite
Coqueiros varam varandas no Empire State
Aceite
Minha canção hemisférica
A minha voz na voz da América
Cantei-te'
(Lenine, A ponte)
Entre o ser e o não-ser
está o que É
Entre o que foi e o que será
está o Presente
Entre duas notas musicais,
o silêncio fazendo a música
Os passos fazem um caminho
passando pelo o que não foi passo
Um encontro é o espaço
que não mais quer ser
espaço, ex-paço
O encontro é a distância
entre (algumas) ilusões
_ ... _
'Como é que faz pra lavar a roupa?
Vai na fonte, vai na fonte
Como é que faz pra raiar o dia?
No horizonte, no horizonte
Este lugar é uma maravilha
Mas como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte
A ponte não é de concreto, não é de ferro
Não é de cimento
A ponte é até onde vai o meu pensamento
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar
Caminhar sobre as águas desse momento
A ponte nem tem que sair do lugar
Aponte pra onde quiser
A ponte é o abraço do braço do mar
Com a mão da maré
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar
Caminhar sobre as águas desse momento
Nagô, nagô, na Golden Gate
Entreguei-te
Meu peito jorrando meu leite
Mas no retrato-postal fiz um bilhete
No primeiro avião mandei-te
Coração dilacerado
De lá pra cá sem pernoite
De passaporte rasgado
Sem ter nada que me ajeite
Coqueiros varam varandas no Empire State
Aceite
Minha canção hemisférica
A minha voz na voz da América
Cantei-te'
(Lenine, A ponte)
03 setembro 2006
31 agosto 2006
Se eu soubesse quem você é, mostraria quem eu sou
A nudez se esconde no desejo de estarmos nus
Tudo é tão onírico que eu sorrio
São duas crianças brincando,
tentando aprender o que se sabe o que é
Tão pueril que ficamos sem graça
Não consigo olhar para além disso
Minha ingenuidade dissimulada não me deixa enxergar
São duas crianças brincando,
se escondendo e fugindo daquilo que não se pode evitar
A nudez se esconde no desejo de estarmos nus
Tudo é tão onírico que eu sorrio
São duas crianças brincando,
tentando aprender o que se sabe o que é
Tão pueril que ficamos sem graça
Não consigo olhar para além disso
Minha ingenuidade dissimulada não me deixa enxergar
São duas crianças brincando,
se escondendo e fugindo daquilo que não se pode evitar
27 agosto 2006
E tudo está tão vivo que eu cansei de sonhar
O cansaço é de viver na distância entre o que eu não tenho e aquilo que eu acho que é- entre mim e você, talvez...
(Eu preciso viver mais, não é mesmo?!)
Uma vez aprendi que duas retas paralelas nunca se cruzam e hoje eu percebo o sentido disso
Eu aqui, você aqui-ali
Os devaneios, a realidade imaginada (e só) e aquilo que simplesmente é (e se vive, compartilhando)
Hoje eu quero sair por aí
(se quiser vir comigo, venha... mas não demore, porque eu cansei de sonhar)
O cansaço é de viver na distância entre o que eu não tenho e aquilo que eu acho que é- entre mim e você, talvez...
(Eu preciso viver mais, não é mesmo?!)
Uma vez aprendi que duas retas paralelas nunca se cruzam e hoje eu percebo o sentido disso
Eu aqui, você aqui-ali
Os devaneios, a realidade imaginada (e só) e aquilo que simplesmente é (e se vive, compartilhando)
Hoje eu quero sair por aí
(se quiser vir comigo, venha... mas não demore, porque eu cansei de sonhar)
23 agosto 2006
Paraíso Astral se aproximando...
Agora que o Sol entra em seu signo, você pode comemorar o início de uma fase bastante propícia para avançar em tudo que lhe diz respeito direta e pessoalmente. Independência e autonomia em ascensão. Organismo se revitaliza com hábitos saudáveis. Júpiter e Urano levarão você a mirar paisagens amplas.
17 agosto 2006
Não sei sentir, não sei ser humano,
não sei conviver de dentro da alma triste, com os homens,
meus irmãos na terra.
Não sei ser útil, mesmo sentindo ser prático, cotidiano, nítido.
Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo.
Mas tudo ou sobrou ou foi pouco, não sei qual, e eu sofri.
Eu vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos.
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.
Amei e odiei como toda gente.
Mas para toda gente isso foi normal e institivo.
Para mim sempre foi a exceção, o choque, a válvula, o espamo.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto demais ou de menos.
Seja como for a vida, de tão interessante que é a todos os momentos,
a vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger,
a dar vontade de dar pulos, de ficar no chão,
de sair para fora de todas as casas,
de todas as lógicas, de todas as sacadas
e ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos.
álvaro de campos, "passagem das horas"
não sei conviver de dentro da alma triste, com os homens,
meus irmãos na terra.
Não sei ser útil, mesmo sentindo ser prático, cotidiano, nítido.
Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo.
Mas tudo ou sobrou ou foi pouco, não sei qual, e eu sofri.
Eu vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos.
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.
Amei e odiei como toda gente.
Mas para toda gente isso foi normal e institivo.
Para mim sempre foi a exceção, o choque, a válvula, o espamo.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto demais ou de menos.
Seja como for a vida, de tão interessante que é a todos os momentos,
a vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger,
a dar vontade de dar pulos, de ficar no chão,
de sair para fora de todas as casas,
de todas as lógicas, de todas as sacadas
e ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos.
álvaro de campos, "passagem das horas"
16 agosto 2006
15 agosto 2006
14 agosto 2006
Sonho impossível
versão de Chico Buarque e Ruy Guerra
cantada por Maria Bethânia
Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite provável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã este chão que eu deixei
Por meu leito e perdão
Por saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
versão de Chico Buarque e Ruy Guerra
cantada por Maria Bethânia
Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite provável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã este chão que eu deixei
Por meu leito e perdão
Por saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
12 agosto 2006
É isso?
Isso que não ouso dizer o nome
Isso que dói quando você some
Isso que brilha quando você chega
Isso que não sossega, que me desprega de mim
Isso tem de ser assim...
Isso que carrego pelas ruas
Isso que me faz contar as luas
Isso que ofusca o sol
Isso que é você e sou sem fim
Isso tem de ser assim...?
(Isso, Chico César)
Isso que não ouso dizer o nome
Isso que dói quando você some
Isso que brilha quando você chega
Isso que não sossega, que me desprega de mim
Isso tem de ser assim...
Isso que carrego pelas ruas
Isso que me faz contar as luas
Isso que ofusca o sol
Isso que é você e sou sem fim
Isso tem de ser assim...?
(Isso, Chico César)
09 agosto 2006
Pro dia ter um pouco de sentido:
Quase Nada
Zeca Baleiro/ Alice Ruiz
De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho
Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso
Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo
Noite alta que revele
Um passeio pela pele
Dia claro madrugada
De nós dois não sei mais nada
Se tudo passa como se explica
O amor que fica nessa parada
Amor que chega sem dar aviso
Não é preciso saber mais nada
Quase Nada
Zeca Baleiro/ Alice Ruiz
De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho
Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso
Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo
Noite alta que revele
Um passeio pela pele
Dia claro madrugada
De nós dois não sei mais nada
Se tudo passa como se explica
O amor que fica nessa parada
Amor que chega sem dar aviso
Não é preciso saber mais nada
08 agosto 2006
02 agosto 2006
No sun will shine in my day today
(No sun will shine.)
The high yellow moon won't come out to play
(Won't come out to play.)
Darkness has covered my light (and has changed,)
And has changed my day into night
Now where is this love to be found, won't someone tell me?
'Cause life, sweet life, must be somewhere to be found, yeah
Instead of a concrete jungle where the livin' is hardest
Concrete jungle, oh man, you've got to do your best, yeah.
No chains around my feet, but I'm not free
I know I am bound here in captivity
And I've never known happiness, and I've never known sweet
caresses
Still, I be always laughing like a clown
Won't someone help me?
Cause, sweet life, I've, I've got to pick myself from off the
ground, yeah
In this here concrete jungle,
I say, what do you got for me now?
Concrete jungle, oh, why won't you let me be now?
I said that life must be somewhere to be found, yeah
Instead of a concrete jungle, illusion, confusion
Concreate jungle, yeah
Concrete jungle, you name it, we got it, concrete jungle now
Concrete jungle, what do you got for me now
Bob Marley, Concrete Jungle
(No sun will shine.)
The high yellow moon won't come out to play
(Won't come out to play.)
Darkness has covered my light (and has changed,)
And has changed my day into night
Now where is this love to be found, won't someone tell me?
'Cause life, sweet life, must be somewhere to be found, yeah
Instead of a concrete jungle where the livin' is hardest
Concrete jungle, oh man, you've got to do your best, yeah.
No chains around my feet, but I'm not free
I know I am bound here in captivity
And I've never known happiness, and I've never known sweet
caresses
Still, I be always laughing like a clown
Won't someone help me?
Cause, sweet life, I've, I've got to pick myself from off the
ground, yeah
In this here concrete jungle,
I say, what do you got for me now?
Concrete jungle, oh, why won't you let me be now?
I said that life must be somewhere to be found, yeah
Instead of a concrete jungle, illusion, confusion
Concreate jungle, yeah
Concrete jungle, you name it, we got it, concrete jungle now
Concrete jungle, what do you got for me now
Bob Marley, Concrete Jungle
01 agosto 2006
NÃO SOLTAR OS CAVALOS
Como em tudo, no escrever também tenho uma espécie de receio de ir longe demais. Que será isso? Por que? Retenho-me, como se retivesse as rédeas de um cavalo que pudesse galopar e me levar Deus sabe onde. Eu me guardo. Por que e para quê? Para o que estou eu me poupando? Eu já tive clara consciência disso quando uma vez escrevi: "é preciso não ter medo de criar". Por que o medo? Medo de conhecer os limites de minha capacidade? Ou medo do aprendiz de feiticeiro que não sabia como parar? Quem sabe, assim como uma mulher que se guarda intocada para dar-se um dia ao amor, talvez eu queira morrer toda inteira para que Deus me tenha toda.
Clarice Lispector, em "Para não esquecer"
Como em tudo, no escrever também tenho uma espécie de receio de ir longe demais. Que será isso? Por que? Retenho-me, como se retivesse as rédeas de um cavalo que pudesse galopar e me levar Deus sabe onde. Eu me guardo. Por que e para quê? Para o que estou eu me poupando? Eu já tive clara consciência disso quando uma vez escrevi: "é preciso não ter medo de criar". Por que o medo? Medo de conhecer os limites de minha capacidade? Ou medo do aprendiz de feiticeiro que não sabia como parar? Quem sabe, assim como uma mulher que se guarda intocada para dar-se um dia ao amor, talvez eu queira morrer toda inteira para que Deus me tenha toda.
Clarice Lispector, em "Para não esquecer"
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